Pesquisa escolar aborda problema da ‘pichação’
Notícia publicada em jornal expondo a ação de pichadores que depredam patrimônios público e particular no município de Ponta Grossa leva alunos a investigar a situação em seu bairro

A valorização do patrimônio público, o vandalismo e o crime ambiental foram tópicos da discussão levantada na turma do 9º ano do Colégio Estadual Dorah Gomes Daitschman, em Ponta Grossa, após a leitura da notícia “População exige medidas contra ação de pichadores”, publicada dia 12 de abril no Jornal da Manhã. “A matéria serviu para alertar sobre um problema vivenciado em muitas escolas de nossa cidade e do país, que é a depredação do patrimônio escolar”, coloca a professora Maria Roseli Vicente de Oliveira, responsável pelo trabalho em sala de aula.
Os jovens pesquisaram mais sobre o assunto e, munidos com informação, saíram pelo bairro Jardim Santa Mônica (onde está localizado o colégio) para verificar se havia marcas de vandalismo expostas. Utilizando câmeras de aparelho celular, eles registraram várias imagens de depredação do patrimônio público e particular, principalmente com ação de pichadores.
Diante dessa constatação, Maria Roseli esclareceu a diferença entre pichação e grafite. A professora conta que enquanto abordava o assunto, percebeu que alguns alunos “não tinham noção de que pichação é um crime”. Com isso, ela sugeriu que fossem novamente andar pelo bairro para buscar imagens que ilustrassem as diferenças. Além disso, a turma discutiu quais seriam as alternativas para aqueles que querem se expressar sem causar danos à sociedade ou agredir o meio ambiente, como a dança, o teatro, a música, a poesia, a pintura, e outras.
Os estudantes produziram folhetos informativos para distribuir e esclarecer a comunidade escolar a respeito do assunto, e o grafiteiro Leonardo de Freitas (conhecido como Leboard) foi convidado para fazer uma demonstração de sua arte no muro do colégio. “Os alunos entenderam que cuidar do bairro e da escola é responsabilidade de todos e também é um ato de cidadania, e que para melhorar o mundo é necessário, primeiramente, melhorar nossas atitudes”, afirma Maria Roseli.
A atividade permitiu conscientizar os estudantes sobre a responsabilidade social de cada indivíduo. A pesquisa completa realizada pelos alunos está disponível em mural na escola.
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Matéria publicada dia 22 de maio de 2013 na página JM na Educação, no Jornal da Manhã.