Neste ano, a Semana da Aprendizagem por Tecnologias Móveis, que será realizada entre os dias 20 e 24/03/2017, na sede da UNESCO em Paris, vai explorar como a tecnologia pode ajudar a atender às necessidades educacionais de refugiados e outros alunos deslocados por causa de situações de emergência e crises.

Em todo o mundo, os refugiados já somam mais de 21,3 milhões de pessoas e o ACNUR (Agência da ONU para refugiados) estima que as crianças refugiadas possuem cinco vezes mais probabilidades de estarem fora da escola do que as não refugiadas. Atualmente, apenas 5% das crianças refugiadas têm acesso ao ensino fundamental, e esses déficits aumentam na medida em que os refugiados envelhecem: apenas 22% dos refugiados frequentam o ensino médio e apenas 1% segue para o ensino superior.

Dados do Instituto de Estatísticas da UNESCO mostram que cada vez mais as crianças fora da escola vivem em países afetados por conflitos, mas a educação – que poderia ajudar a proteger essas crianças e romper os ciclos do conflito – frequentemente não é considerada nos estágios iniciais de resposta às emergências e crises.

Cada vez mais, a tecnologia móvel pode representar um bote salva-vidas para a educação, trazendo aprendizagem para as pessoas onde quer que elas estejam, preparando-as para o trabalho, facilitando a sua integração em novas comunidades, inflamando suas imaginações, construindo resiliência e iluminando a rota de um presente incerto para futuros mais promissores.

A Semana da Aprendizagem por Tecnologias Móveis é a principal conferência anual da UNESCO sobre TIC em educação. Agora, em seu sexto ano, o evento contará com representantes governamentais de mais de 50 Estados-membros da ONU e com a participação de mais de 100 palestrantes e apresentações. As inscrições estão abertas e a UNESCO e o ACNUR convidam os interessados a enviarem propostas para apresentações e workshops até o dia 17/01/2017.

Neste ano, o evento contará com um Simpósio nos dias 20 e 21/03/2017; Workshops no dia 22/03/2017; Laboratórios de Estratégia no dia 23/03/2017; e um Fórum Político com o ITU no dia 24/03/2017.

Greece / Syrian children, cousins, play with mobile phones in their apartment. They have not attended school for a year and a half, since fleeing their homes in Damascus. / UNHCR / A. D'Amato / July 2014 The children in these photographs represent an entire tortured/lost generation of Syria, many displaced within their country and others dispersed through foreign lands with alien languages and inaccessible systems. The debilitating impact of lack of education and consistent routine has already formed gaping holes in their formative years. It might not be possible to fully assess the impact of a tortured generation on the future of a country whose vital signs remain weak. But it is not difficult to gauge the long term consequences of a complete collapse in a support system for Syrian children. If it take a village to raise one child, what will it take to return hundreds of thousands back to normality? Continuing conflict in Syria has forced millions to leave their war torn towns and communities, first fleeing to immediate neighbours - Lebanon, Jordan, Turkey and Iraq and then further into North Africa. Many go to Libya to embark on treacherous journeys by sea to Italy or Malta. Others use the Turkish coast to reach Greece. Amongst the passengers are an increasing number of Syrian children, some accompanied by their families and others who are on their own. Aside from strengthening rescue at sea capacity and resettlement in Europe, UNHCR and humanitarian NGOs have called for additional international protection for children who have entered EU and for others who are waiting to take the life threatening journeys. The most vulnerable and those susceptible to persecution must be allowed to apply for asylum without having to risk their lives. By the time they reach Europe, most of these children from Syria have endured extreme conflict conditions; life risking sea voyages and often times ill treatment at the hands of smugglers. Already traumatised and many suffering with Post Traumatic Stress Disorder (PTSD), these minors do not go through medical screenings and lack adequate protection as articulated by the Convention on the Rights of the Child. Many have not attended school or had normal routines since outbreak of conflict, becoming part of a lost generation with gaping holes in their formative years. Detention and asylum procedures in Southern European countries often leave the most vulnerable asylum seekers destitute and without much needed support. Children arriving by sea need particular attention as their flow have been steady and gradually increasing over the past year. Over the first six months of 2014, Italy has received the largest number - 10,563 children, of which 6,498 were unaccompanied. These numbers have already surpassed the 2013 year-end figures - 8,336 of which 5,232 were unaccompanied.
A tecnologia móvel pode trazer aprendizagem para as pessoas onde quer que elas estejam, preparando-as para o trabalho e facilitando a sua integração em novas comunidades.
A semana

A Semana da Aprendizagem por Tecnologias Móveis é organizada pela UNESCO e pelo ACNUR, em colaboração com o ITU – a agência das Nações Unidas especializada em tecnologias de informação e comunicação – e reunirá líderes e especialistas que trabalham no limiar entre educação, tecnologia e crises com o objetivo de compartilhar práticas inovadoras de todo o mundo e mostrar opções disponíveis para governos e demais organizações que trabalham para transformar tecnologias móveis em aliados educacionais.

Mark West, especialista em TIC para a Educação na UNESCO afirmou: “O potencial que uma tecnologia móvel tem de facilitar a aprendizagem em emergências e crises é notável, mas estamos apenas começando a compreender como aproveitá-lo melhor e como alavancá-lo em escala”.

A UNESCO possui um programa dedicado a examinar o quanto as tecnologias móveis podem tornar a aprendizagem mais acessível, especialmente para populações vulneráveis. O ACNUR também está abordando essas questões. A organização estabeleceu uma Unidade de Inovação que desenvolve novas soluções para auxiliar refugiados e firmou parcerias com outras organizações para formar o Acelerador de Educação Humanitária – que identifica, apoia e expande inovações educacionais de ponta.

O ACNUR também está trabalhando em parceria com universidades, organizações e doadores no Consórcio de Aprendizagem Conectado de Ensino Superior para Refugiados, que promove e coordena o oferecimento de cursos de ensino superior credenciados e de qualidade em contextos de conflito, crise e deslocamento.

“É fundamental que as crianças que foram arrancadas de suas terras pelas guerras ou violência não sejam ainda mais deixadas para trás”, afirmou Filippo Grandi, alto comissário das Nações Unidas para refugiados. “Nós precisamos ser encontrar soluções inteligentes”.

Jaqueline Strecker, gerente do Laboratório de Aprendizagem do ACNUR no Quênia, afirmou: “oferecer educação em contextos de refúgio é algo cercado de desafios, incluindo poucos recursos, professores com treinamento limitado e múltiplos problemas de proteção. As tecnologias móveis oferecem caminhos para ajudar a enfrentar esses desafios e abrir o mundo para os alunos”.


Fonte: Unesco.

 

Semana da Aprendizagem por Tecnologias Móveis 2017
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