Ouço, da maioria dos professores com os quais converso: “Meus alunos não sabem usar o celular na escola”.

Mas a pergunta é: O professor sabe usar celular com os alunos?

Foi essa questão que motivou a criação do curso “Celular na Educação”, porque entendemos que é necessário professores e celulares manterem uma relação amigável, em benefício da aprendizagem dos alunos.

A falta de planejamento (a grande maioria dos educadores nunca reservo um tempo para isso) faz com que dispositivos móveis sejam ignorados nas aulas, negligenciados na educação e demonizados quando estão nas mãos dos alunos.

A verdade? Os alunos não sabem mesmo usar seus celulares nos estudos porque ninguém ensina. Eles aprenderam, em sociedade, que “precisam” ter um celular para se comunicar com seus amigos, para fazer boas fotos e para publicar nas mídias sociais.

Professor, quantas vezes você “ensinou” seus alunos como utilizar o celular na sua disciplina, ou no estudo de um conteúdo?

Precisamos de mais cenários autênticos de aprendizagem

Estudiosos, como Kenneth Eble, sugerem que os estudantes entendem melhor e utilizam melhor os materiais de estudo quando eles estão engajados em problemas e situações do mundo real.

Situações e cenários autênticos estimulam a aprendizagem e criam maior motivação entre os estudantes. Desta forma, os dispositivos móveis podem ser uma extensão do ambiente de aprendizagem, pois já estão integrados a situações da vida real, onde o aprendizado acontece em um contexto autêntico.

Dentre as características da aprendizagem autêntica, estão:

  • Contextos autênticos;
  • Atividades autênticas;
  • Múltiplas funções e perspectivas;
  • Colaboração;
  • Oportunidades para reflexão e articulação;
  • Avaliação autêntica.

As tecnologias digitais abrem mais possibilidades porque permitem simulações, visualizações e experimentações, próximas do real. O uso de aplicativos específicos para cada disciplina, e até mesmo de recursos gerais (como SMS, fotografias e vídeos), pode favorecer o processo ensino-aprendizagem, tornando-o mais acessível e mais próximo da realidade do aluno.

“Por que não estabelecer uma intimidade entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos?” ( Paulo Freire – 1996).

O educador acreditava que ensinar não é transferir conhecimento, mas encontrar formas e dar possibilidades para que os alunos construam seus próprios conhecimentos. Quem adere ao conselho do nossos grande educador Paulo Freire?

O curso “Celular na Educação” está na sexta turma. As aulas começaram hoje e é possível entrar nessa turma até sexta-feira (28). Conheça mais sobre o curso e inscreva-se aqui.

Meus alunos não sabem usar o celular na escola
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