Cristiano Sieves, da Playmove, apresenta a mesa digital às professoras da escola (Foto: Playmove)
Cristiano Sieves, da Playmove, apresenta a mesa digital às professoras da escola (Foto: Playmove)

A Escola Municipal Adelaide Starke, de Blumenau-SC, foi escolhida para o projeto piloto em educação inclusiva através da utilização da primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil, a PlayTable, desenvolvida pela Playmove – empresa focada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para educação infantil. “O engajamento com a comunidade, o espaço exclusivo para o trabalho com crianças com necessidades especiais e a disponibilidade dos educadores para testar novas tecnologias e nos auxiliar na evolução do produto determinou a decisão”, conta o diretor geral da Playmove, Marlon Souza.

A escola atende a cerca de 30 crianças e adolescentes, do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, com diferentes tipos de deficiência. A instituição possui uma Sala de Recursos Multifuncionais, equipada com jogos pedagógicos de inclusão, onde é feito o Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar às aulas regulares.

Os atendimentos acontecem em contraturno, de uma a duas vezes por semana, com duração média de 45 minutos. “Realizamos atividades que estimulem as funções mentais superiores, a autonomia e a autoestima. Além disso, trabalhamos com os profissionais da escola, principalmente, na orientação às professoras de apoio pedagógico no trabalho com esses alunos em sala de aula. E promovemos reuniões com as famílias e os profissionais clínicos com o intuito de trocar informações e orientações”, explica a professora da Sala de Recursos, Cirlene da Silva Amado.

A Playmove fará a capacitação dos professores e visitas mensais à escola para acompanhar a aplicabilidade da PlayTable na inclusão. A metodologia está pautada em observações do uso da mesa e em depoimentos de alunos, pais e professores. “Este projeto piloto vem justamente ampliar e fortalecer, além de dar embasamento a esta metodologia de inclusão, que também segue critérios estabelecidos nas Diretrizes Nacionais para Educação Especial”, afirma o gerente de marketing e consultor em ludopedagogia da Playmove, Cristiano Sieves.

Cirlene acredita que a Playtable auxiliará nos objetivos que definem o atendimento realizado pela escola. “Contribuirá para o desenvolvimento da coordenação motora fina, o raciocínio lógico, a aquisição de conceitos na área da alfabetização matemática e da língua portuguesa, conceitos do esquema corporal na disciplina de ciência, além de conceitos básicos de cores e formas, e a elaboração conceitual através das categorias dispostas nos jogos de memória”, destaca.

Para a Playmove, o principal objetivo desse projeto é identificar diferentes maneiras de trabalhar envolvendo crianças com e sem deficiência, bem como os resultados obtidos no desenvolvimento motor, cognitivo e psíquico. A longo prazo, pretende-se desenvolver novos aplicativos e ferramentas específicas para o trabalho com essas crianças. “Estabelecemos com a escola uma parceria, deixando um canal aberto para acompanhamento, o que inclui visitas dos nossos técnicos, conversas com os alunos e professores, filmagem do uso do equipamento e relatórios de avaliação da escola em relação aos ganhos promovidos pela PlayTable”, explica Souza.

 A entrega das mesas foi notícia na TV RBS, de Santa Catarina. Confira como as crianças estão fazendo uso da PlayTable.

 

EDUCAÇÃO ESPECIAL

Durante a entrega da mesa, no dia 19 de junho (Foto: Playmove)
Cristiano Sieves, da Playmove, mostra à garotinha um dos jogos da PlayTable (Foto: Playmove)

Em Blumenau, as Diretrizes Curriculares Municipais estão pautadas na Política Nacional de educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva para a realização do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que acontece nas Salas de Recursos Multifuncionais das escolas, com exceção o atendimento a estudantes com deficiência auditiva, que é realizado no Centro Municipal de Educação Alternativa (CEMEA). De acordo com Cirlene, isso acontece porque não há profissionais capacitados, conforme as exigências do Ministério da Educação (MEC), para atuarem nas salas do AEE. Para o atendimento a alunos surdos, o profissional precisa ter conhecimento específico no ensino da Língua Brasileira de Sinais e da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua.

Existem dois perfis de profissionais para trabalhar com alunos com necessidades especiais: o Cuidador, que tem a função de auxiliar o aluno nas atividades diárias, como alimentação e higiene; e o Professor de Apoio Pedagógico, que também auxilia nessas atividades, bem como nas questões pedagógicas, no processo ensino-aprendizagem.

“A inclusão das diferenças ainda é uma problemática para alguns profissionais que esperam trabalhar apenas com homogeneidade. Para que aconteça a aceitação das diferenças é necessário que as pessoas tenham empatia, sem ela não há inclusão. Há profissionais que possuem esta qualidade, outros não. A escola é feita de pessoas diferentes umas das outras. A rotatividade é imensa, e às vezes necessária. Lamentamos a saída de profissionais que abraçam esta causa conosco assim como a permanência de profissionais excludentes. Nossas dificuldades são as mesmas de todas as escolas que trabalham com a inclusão”, ressalta Cirlene.

 

TECNOLOGIA E LUDOPEDAGOGIA

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Imagem ilustrativa da PlayTable (Foto: Playmove)

A ludopedagogia, introdução de brincadeiras no ensino, ou melhor, o “aprender brincando”, inspirou a criação da PlayTable. “A brincadeira é o mais completo dos processos educativos, pois desenvolve os campos cognitivo, psíquico e motor das crianças. A brincadeira exige concentração e desenvolve a iniciativa, a imaginação e o interesse. Ela torna os alunos mais curiosos, observadores e focados”, explica Sieves, que é especialista em ludopedagogia.

A Playmove possui uma equipe multidisciplinar, com conhecimentos específicos em diversas áreas, desde a criação, design, programação e a própria ludopedagogia. Deste trabalho é que surgem jogos e aplicativos, que encantam e divertem as crianças e, ao mesmo tempo, trabalham diversos estágios de desenvolvimento, além de proporcionar conhecimento em várias disciplinas.

A PlayTable é destinada a crianças a partir de três anos e pode ser utilizada para entretenimento e no processo de ensino e aprendizagem, em escolas da educação infantil e ensino fundamental, nos segmentos público e privado.

Os jogos e aplicativos inseridos na mesa são fundamentados nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e projetados por professores especialistas em alfabetização, matemática, arte, língua inglesa, ciência e outras disciplinas, e desenvolvedores alinhados com a ludopedagogia e especializados no desenvolvimento de games.

A PlayTable foi lançada em 2014 e já está em uso em mais de 350 escolas em todas as regiões do Brasil.

Conhecemos a PlayTable na Bett Brasil Educar 2015. Confira.

Escola de Blumenau será pioneira no uso de mesa digital na educação inclusiva

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